Objeto
O trauma no futebol é um evento frequente devido à ampla prática do esporte e à alta exigência do sistema musculoesquelético. As lesões mais recorrentes variam conforme a faixa etária, afetando diferentes estruturas anatômicas. Em adultos jovens, a miotendínea é a principal região vulnerável, enquanto em indivíduos mais velhos há maior predisposição à tendinose. Em crianças e adolescentes, a fise é a área mais suscetível a lesões devido à sua menor resistência estrutural, sendo de duas a cinco vezes mais frágil que ligamentos, tendões e cápsulas articulares adjacentes.
Objetivo
Investigar a incidência e os mecanismos fisiopatológicos das lesões apofisárias em jovens atletas, explorando a relação entre crescimento ósseo, estresse mecânico e impactos no desempenho esportivo. O estudo busca contribuir para a formulação de estratégias preventivas e protocolos de reabilitação eficazes.
Resultados
A lesão da fise está relacionada ao desenvolvimento de fraturas avulsivas apofisárias, que ocorrem devido à tração excessiva dos tendões sobre a apófise durante contrações musculares intensas. Além disso, microtraumas repetitivos podem desencadear apofisite, uma inflamação do crescimento da cartilagem que, se não tratada especificamente, pode evoluir para dor crônica e limitação funcional. A adoção de estratégias preventivas, como fortalecimento muscular e controle da carga de treinamento, pode reduzir significativamente a ocorrência dessas lesões.