Uma fila virtual: etnografia da gestão do acesso aos serviços públicos de saúde a partir dos sistemas de regulação

O Sistema Nacional de Regulação (SISREG) é uma plataforma online do Ministério da Saúde criada para gerenciar os fluxos do Sistema Único de Saúde (SUS) e otimizar o uso de recursos na área da saúde. Já o Sistema Estadual de Regulação (SER) possui uma função bastante similar, mas é utilizado pela gestão estadual para regular procedimentos de média e alta complexidade. Em outras palavras, todos os pedidos de vagas em leitos hospitalares, assim como exames, consultas, transplantes e procedimentos médicos realizados pela rede pública de saúde são administrados por meio desses sistemas. Levando em consideração que há uma parte da população que permanece em uma espécie de “fila invisível” – que chamo aqui de “fila virtual” –, o projeto pretende alinhar técnicas de pesquisa qualitativas e quantitativas para investigar como o manejo burocrático dos pedidos de acesso a bens e tecnologias de saúde é realizado no cotidiano dos profissionais que atuam diretamente nas centrais de regulação. Em sua vertente quantitativa, a pesquisa pretende desenvolver uma metodologia que capture o mais fielmente o possível a realidade da “fila de espera do SUS”. Para isso, pretende-se cruzar os dados disponibilizados no DataSUS e os próprios registros do SISREG e do SER. Já na sua frente qualitativa, o projeto envolve uma etnografia centrais de regulação do SISREG e do SER localizadas no Rio de Janeiro. A intenção é realizar trabalho de campo com duração de dezoito meses para acompanhar o cotidiano dos profissionais que atuam diretamente na regulação, bem como entrevistar atores-chave para a compreensão do fenômeno da espera na saúde, tais como gestores das secretarias municipal e estadual de saúde e também usuários do SUS. A hipótese que orienta o projeto é de que a maneira como são manejadas e operacionalizadas as “classificações de risco” utilizadas para ordenar as demandas registradas nos sistemas de regulação pode propiciar uma forma de “risco sistêmico em saúde”.

Otimização de Atendimento de Pacientes em Procedimentos Médicos Eletivos com Avaliação de investimentos em Recursos Humanos e Materiais

Atualmente as Unidades de Saúde, em um grande número de países do mundo, apresentam demandas de serviços que superam suas capacidades reais. Por esta razão, o surgimento de listas de espera é inevitável. Preparar o planejamento das filas de modo otimizado resulta, portanto, em um grande desafio, devido à quantidade de recursos que devem ser considerados. O caso particular dos procedimentos cirúrgicos é particularmente crítico pela quantidade de recursos materiais e humanos necessários. Poucos projetos têm sido desenvolvidos para a gestão completa dessas filas. Este projeto tem como objetivo  o desenvolvimento de um novo modelo, baseado em algoritmos genéticos com inspiração quântica, para a automatização e otimização do planejamento de procedimentos cirúrgicos eletivos, por exemplo. Este modelo, denominado Algoritmo Evolucionário com Inspiração Quântica para a Área de Saúde (AEIQ-AS), além de alocar os pacientes e os recursos necessários para que o processo cirúrgico seja exitoso, procura reduzir o tempo total para que todas as cirurgias sejam realizadas. Este projeto busca também o desenvolvimento de uma interface amigável, onde todos os parâmetros pudessem ser adequadamente ajustados e adaptados às características e aos recursos disponíveis em cada Unidade de Saúde. A ferramenta final desenvolvida possibilitará a realização de simulações com o objetivo de avaliar o efeito de diferentes configurações dos recursos nas Unidades de Saúde, bem como avaliar alternativas para investimentos nas instalações clínicas visando reduzir gargalos e consequentemente, reduzir o tempo de espera em filas.

LEGOS – Laboratório de Engenharia e Gestão em Saúde

O Laboratório de Engenharia e Gestão em Saúde (LEGOS) é uma Unidade de Desenvolvimento Tecnológico (UDT/InovaUERJ) vinculada ao Departamento de Engenharia de Produção da UERJ, que através de atuação na tríade ensino, pesquisa e extensão, visa o desenvolvimento de conhecimento sobre as Unidades de Saúde. Nossa missão é subsidiar a formulação de soluções de projeto e gestão que promovam melhorias nas funções assistenciais (fim), administrativas e de formação (meio) para a entrega de saúde de qualidade à população no âmbito do SUS e do sistema suplementar. www.legos.uerj.br

Health in All Policies: a Agenda 2030 como impulsionadora em um olhar ampliado e interseccional de saúde

  Objeto A relação entre a precarização do transporte público, a implementação de políticas de financiamento público e os impactos da Tarifa Zero, especialmente na saúde pública, mobilidade urbana e meio ambiente. Objetivo Promover um Promover um painel de discussão sobre a inovação da Política de Tarifa Zero, considerando seus impactos diretos e indiretos na saúde, no transporte e na sustentabilidade urbana, à luz do conceito “Saúde em Todas as Políticas” da OMS eda OMS e da Agenda 2030 . Resultados Esperaos participantes compreenderem a Espera-se que os participantes compreendam a interseccionalidade entre transporte, saúde e meio ambiente, registrando a Tarifa Zero como uma política inovadora, sustentável e socialmente justa. Além disso, busca-se fomentar o debate sobre suas previsões e benefícios, fornecendo embasamento para pesquisas futuras e formulações de políticas públicas.

Indicadores assistenciais da unidade neonatal do Hospital Universitário Pedro Ernesto

  Objeto A Unidade Neonatal atende recém-nascidos prematuros, com distúrbios hemodinâmicos, congênitos e pós-operatórios, porém há uma lacuna no monitoramento da qualidade da assistência. A ausência de mensuração sistemática de indicadores assistenciais compromete a avaliação e o planejamento da assistência, impactando a melhoria dos processos. Objetivo Implantar indicadores de qualidade em uma Unidade Neonatal para avaliar e aprimorar a assistência prestada aos recém-nascidos, possibilitando ajustes estratégicos na gestão e no atendimento. Resultados Foram desenvolvidos 35 indicadores de qualidade que refletem o desempenho da equipe, destacando-se: taxa de identificação de recém-nascidos superior a 92%, taxa de quedas zeradas durante todo o ano e taxa de lesão abrasiva pelo uso do sensor de oximetria de 0,15%. Além disso, a análise do absenteísmo da equipe de enfermagem (8,5%) e a proporção concentrada técnico de enfermagem/paciente observada em 100% dos meses de 2023 permitiu ao gestor embasar a solicitação de ajustes no quantitativo de profissionais, contribuindo para a melhoria da assistência neonatal.  

Relato de experiência a implementação do processo de enfermagem sob a luz de Marjory Gordon como uma inovação paradigmática na assistência em unidades clínicas de internação de um hospital universitário

  Objeto A experiência de implantação do Processo de Enfermagem (PE) em unidades clínicas de internação do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), analisando os facilitadores e entraves desse processo como um modelo inovador para qualificar a assistência aos pacientes internados. Objetivo Descrever a experiência da implementação do PE nessas unidades, abordando as dificuldades e facilidades enfrentadas ao longo da construção desse processo. Para o diagnóstico, as lideranças de enfermagem utilizaram a ferramenta Quality of Diagnoses, Interventions and Outcomes (Q-DIO) , embasando-se na Teoria dos Padrões Funcionais de Gordon. Resultados A implantação do PE permitiu uma coleta estruturada de dados a partir da anamnese e do histórico do paciente no momento da internação e nos dias subsequentes. Antes da adoção do prontuário eletrônico, o processo foi inicialmente realizado de forma manual. Como reconhecimento dessa iniciativa, o HUPE recebeu o Selo Bronze em 05/08/2024 . A metodologia participativa envolve todos os profissionais de enfermagem das unidades clínicas, e espera-se que, no futuro, essa abordagem se consolide como prática permanente na instituição.  

Cuidado institucionalizado: O porquê do uso do POP

ObjetoElaboração e padronização de Procedimentos Operacionais Padrão POPs na enfermagem do setor de nefrologia ObjetivosPadronizar a assistência de enfermagem nos diferentes setores da nefrologia enfermaria de transplante renal diálise peritoneal hemodiálise e ambulatóriosGarantir a qualidade do cuidado minimizar erros e promover segurança ao paciente através da sistematização dos procedimentos ResultadosRealização de reuniões interdisciplinares entre enfermeiros da rotina residentes e membros da Comissão de POPsProdução de 66 POPs sendo• 13 referentes à enfermaria de transplante renal• 19 da diálise peritoneal• 31 da hemodiálise• 3 dos ambulatóriosRevisão e validação final com participação da Comissão de POPs e dos enfermeiros plantonistas para publicação e implementação no setor Coordenador(a): Carla Cristina Gonçalves





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